28/02/25 às 17h36 - Atualizado em 14/03/25 às 13h13
Texto: Patrícia Kavamoto | Revisão: Mariana Parreira
O Parque Ecológico Córrego da Onça foi oficialmente recategorizado como Estação Ecológica Córrego da Onça, conforme o Decreto nº 46.925, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta sexta-feira (28). Com a mudança, a área passa a integrar o grupo de Unidades de Proteção Integral (UPIs), garantindo maior preservação ao bioma Cerrado e assegurando a conservação dos seus recursos naturais.
Mesmo passando a fazer parte de uma categoria mais restritiva, a Estação Ecológica Córrego da Onça ainda permitirá a visitação de baixo impacto (estudos, pesquisas), bem como atividades autorizadas de educação ambiental em suas dependências.
O decreto ainda destaca os seguintes objetivos da Estação Ecológica Córrego da Onça:
- preservar e recuperar os mananciais, considerando sua inserção na Área de Proteção de Mananciais do Ribeirão do Gama;
- proteger as paisagens naturais de beleza cênica notável, bem como os atributos de natureza geológica, geomorfológica e histórica;
- promover a recuperação de áreas degradadas e a sua revegetação com espécies nativas;
- promover o desenvolvimento da educação ambiental e a visitação com a finalidade educativa;
- promover estudos e pesquisas inerentes aos atributos ali existentes.
Além disso, o decreto veda qualquer atividade ou empreendimento, público ou privado, que comprometa as características naturais da área ou coloque em risco a integridade dos ecossistemas e da biota local. A gestão da unidade será de responsabilidade do Instituto Brasília Ambiental, que adotará as medidas necessárias para sua implantação e proteção efetiva.
O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou que a unidade poderá firmar alianças estratégicas para garantir sua preservação. “A fim de viabilizar a implantação, a gestão e a manutenção da Estação Ecológica Córrego da Onça, o Instituto poderá celebrar parcerias como forma de proteger nosso cerrado”, afirmou.
A autorização, a permissão e a concessão de usos na Estação Ecológica Córrego da Onça dar-se-ão mediante prévia anuência do Brasília Ambiental, na forma da lei.
A superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcela Versiani, destacou o avanço ambiental que a recategorização representa. “A Estação Ecológica é a categoria de proteção mais restritiva, essencial para conservar áreas com atributos ecológicos únicos. Essa mudança garante ainda mais proteção ao local, que é uma área de proteção de manancial e conta com captação de água pela Caesb para abastecimento humano”, explicou.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, enfatizou a importância da medida para a conservação dos recursos naturais e a segurança hídrica da população. “A preservação ambiental é uma prioridade do Governo do Distrito Federal, e a recategorização da Estação Ecológica Córrego da Onça reforça nosso compromisso com a proteção dos mananciais e da biodiversidade do Cerrado. Essa unidade desempenha um papel fundamental na manutenção dos nossos recursos hídricos, garantindo que futuras gerações tenham acesso a um meio ambiente equilibrado e sustentável”, destacou.